Eu já vi paisagens… que, sob uma certa luz, me fazem sentir que a qualquer momento um gigante pode levantar a cabeça por cima do próximo cume.

É um pouco confuso quando se está acostumado a encontrar um autor em uma prateleira, ele aparecer em outra muito distante. Não só porque Narnia agora tem cinco mil edições, mas por me avisarem da afinidade dele com William Blake e Tolkien e John Milton. Ando à caça de mais textos (grátis!) dele, já que esse fragmentozinho (lido por Martin Evans, no podcast “Literature of Crisis”) me ajudou bastante com o termo “compaixão”, e porque ela cai bem num jogo em que você se melhora se desenvolvendo em bases que não são as suas costumeiras.

Eu continuo assumindo que, se você remover das pessoas as coisas que as fazem diferentes, o que sobra é o mesmo. E que o coração humano certamente parecerá constante e universal e permanente se você ignorar suas mudanças. Mas chego a duvidar se o estudo desse mero denominador comum é o melhor que um estudante pode colocar à frente de si. Felizmente existe uma maneira melhor. Em vez de tirar do cavaleiro sua armadura, você pode tentar vestí-la em você mesmo (…). Eu gostaria muito mais de saber como eu me sentiria adotando as crenças do filósofo romano Lucrécio do que como Lucrécio se sentiria se ele nunca as tivesse. O Lucrécio possível em mim me interessa mais do que o possível C.S. Lewis em Lucrécio.

Para desfrutar de nossa humanidade temos que conter em nós todos os modos de sentir e pensar pelos quais a raça humana já passou. E o que te torna capaz disso é o estudo das humanidades.”

Mais, só no relatório!

***

“I have seen landscapes … which, under a particular light, make me feel that at any moment a giant might raise his head over the next ridge.”

“I continue to admit that if you remove from people the things that make them different, what is left would be the same.
And that the human heart will certainly appear as unchanging and universal and permanent if you ignore its changes.
But I have come to doubt whether the study of this mere lowest common denominator is the best end a student can set before him of herself. Fortunately there is a better way. Instead of stripping the knight off his armor, you can try to put his armor on yourself (…). I would much rather know what I should feel like if I adopted the beliefs of the roman philosopher Lucretius than how Lucretius would have felt if he’d never entertained them. Th e possible Lucretius in me interests me more than the possible C.S. Lewis in Lucretius.
To enjoy our humanity we ought to contain within us all the modes of feeling and thinking through which the human
race has past. And what allows you to do that is the study of the humanities.”

Eu dei muita sorte, muita sorte, de estagiar num lugarzinho assim. Enquanto a gente está na escola (na “academia”) estudando coisas super prafrentex pra depois se chocar com novelinhas, lugarezinhos e programazinhos que então você descobre que são do século passado, parece que o SESC consegue ser um dos únicos pontos onde coisas muito abstratas como incentivo fiscal, hierarquia difusa, educação não-formal, turismo social, e outros monstrinhos se mostram de um jeito tranqüilo, sem muito palavreado, asseado e receptivo.

 

descalçando

 

Direto pro repertório do TCC, veio a exposição “Proibido não Tocar”, do Bruno Munari e a Semana da Educação – que o SESC me fez o grande favor de hospedar a parte de educação primária. Os dois se voltavam para crianças pequenas, o primeiro se voltou a elas deixando que subissem, pintassem, juntassem e separassem quase tudo, é incrível ver o fôlego do pessoalzinho quando entra na exposição – ao mesmo tempo um pouco estranho pensar em como essa “mola” deve ficar apertada indo ao museu ou qualquer coisa assim, onde não se pode nem correr. Da Semana vi a palestra “Movimento e Arte na Primeira Infância”, da Prof. Débora Alice da Silva – desmembrando exatamente essa sensação de aperto que todo educando sente na hora em que passa do parquinho pra sala de aula. Referências de monte, é claro, mas pra estudos posteriores – o Bruno vai direto ao assunto, o que ele tem pra falar estão em uma dúzia de painéis pros adultos lerem (e ver se se tocam de alguma coisa), todo resto é estar lá e presenciar a alegria da bagunça. A professora me deu uns pedagogos que não duvido serem ótimos, mas o que é que eu vou descobrir do livro de qualquer um deles, a essa altura do campeonato? Devem ter suas conclusões das aulas que tiveram ou deram, dos livros que leram, dos hobbies que tem.

 

 

Eles os deles, você os seus, eu os meus – junto com os que outros, como o SESC, me dão.

Demorei pra ter um exemplar só meu do Elementos do Estilo Tipográfico, mas depois de não poder mais sentar do lado do Valero e falhar constantemente em projetos editoriais, não tinha jeito de adiar. Está sendo o livro de cabeceira no mês final, e não é à toa que cinquenta milhões de pessoas o usam como referência.

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Da página 159  até a 194 são gráficos e tabelas de vários tipos de proporções geométricas transformadas em escalas musicais, além de explicações sobre como usar, como surgiram e quem usou cada tipo. Peguei alguns dos preferidos e transformei em moldes, até resolver que o que mais me agradava sendo extremamente portátil ao mesmo tempo era o famoso Φ, com os cortes aproximados: 5×8, 6×9.6, 7×11.2 e 8×12.8 (para cartas); 12×19 e 13×20.8 (para o caderno).

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Ainda que muitos livros usem 140×210mm, imagino que uma folha A4 é espaço para informação o bastante, já que não tenho mega gráficos e as cartas mesmo sem diminuição (1:1) cabem com folga em um A5. Planos incluem encadernação caseira, o que pode dar zica de última hora. Fica bem mais fácil (e barato) então fazer em tamanho reduzido, assim qualquer fundo de quintal faz a impressão do relatório inteiro em alguns minutos. Ganhou a 120×190mm:

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Testar a fonte e encaixá-la em uma única coluna de texto que dê folga em uma página estreita assim é outra coisa complicada. Por enquanto vai a solução mais simples: Cambria 10/12 com margens 12.7 (topo e dentro), 22 (embaixo) e 20 (fora). Ver como fica com Atsui ou Minion mais pra frente, só se preciso.

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Minha mãe, que não é uma pessoa muito chegada a academicismos, uma vez comprou de um vendedor ambulante uma enciclopédia geral. Apesar de ter registros tantos meus quanto de meu irmão com Turma da Mônica antes mesmo de sabermos ler e de meus pais sempre se esforçarem no sentido em que todo mundo podia passar sem cinema mas a gente não podia sem escola, a casa era pelada de livros. Junto com a enciclopédia (que nos foi de muito uso, apesar de ser péssima – nossas professoras primárias não eram lá muito criativas nas tarefas) vieram livros sobre animais em geral. Estes valeram mais do que tudo; neles a gente via fotos dos bichos e ilustrações deles em ação. Rinocerontes que sentem o cheiro de um turista contra o vento, onças que sobem em árvores pra caçar passarinhos, cangurus que saem da bolsa de dentro da mãe pra de fora quando tem uns centímetros apenas.

Como era também a época em que a irmã mais nova podia brincar decentemente conosco e integrar o clubinho secreto, resolvemos que cada um tinha que adotar um daqueles animais como guia, e fazer jus às suas características enquanto servíamos ao clubinho. Pegamos pedaços de isopor e eu desenhei mais ou menos os bichos. Embaixo iam bolinhas para cada atividade bem sucedida: arrancar mamonas e secá-las no telhado, para que queimem melhor; fazer bancos de barro no sótão, porque o chão era sujo; sair do quarto no escuro, sem que ninguém percebesse; saber ler e escrever (um estímulo pra Maiara); fabricar caixinhas maiores a partir de caixinhas de fósforo, etc.

Estou fazendo cartas de maestria lembrando disso. Cada carta, um animal. É claro que nenhum deles que é a figura exata de uma habilidade específica (“mestre de construção”), mas imagino que vá existir sempre um consenso quanto a um animal notável e algumas variações (castor para um tipo de jogador; joão-de-barro para outro).

***

When I was about 11 my mother thought it was time to have an encyclopedia at our almost book-less home. She bought it from a walking salesman, and it served us well while homework was about “things that didn’t split” (as anything chemistry would be together with anything physics, since there were no such categories anywhere in those books). It was lucky to have an animal series as a bonus – they gave us images of things television would never show, like red pandas, baby kangaroos and wild cats preying on birds. Since those were the times when our younger sister could play and join our secret society, each one of us had to choose from one of those animals and then honour their (good) characteristics by acting likewise. We had boards with every “toten” depicted and small achivements symbols below for drying wood, fabricating pottery or chairs, reading out loud very well, and others.

I’m making mastery cards with that play “society” in mind. I hope people will like them as much as I did.

Demorou, mas saiu.

O segundo playtest serviu pra tratar melhor do timing do jogo. No meio do que seria o Playtest2, que eu ingenuamente pensei que resolveria o sistema de premiações, analisando alguns perfis de jogadores – deu pra perceber que não dá pra fazer isso sem uma descrição exata de quanto se demora pra realizar cada ação. Quando o assunto é mobilidade, então, não se pode fazer nada sem um mapa; pensar em um ponto parado, sem uma malha, não faz sentido nenhum. O mapa (esquemático) que deu certo foi este:

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E o que era Playtest2 virou Playtest3 (em breve!); enquanto o 2 mesmo ficou pra acertar exatamente quanto tempo um jogador precisa, em média, pra “completar” o jogo; quantos turnos são requeridos pra se ir de um lugar a outro e de que modo; quais as penalidades e os bônus de quem se movimenta.

Neste jogo em particular, distâncias a pé levam geralmente 1 turno (4 casos de deslocamento), maiores levam 2 (4 casos) e na situação especial de se alcançar a casa mais alta – topo de montanha, pra melhor ilustrar – a partir das casas mais remotas, 3 turnos (2 casos) –  ambos com possibilidade de parada anterior em uma casa a 1 ou 2 turnos de distância, pra depois partir pra casa mais longínqua, então com 2 turnos de distância. Ou seja, quando decide partir direto pra casa de topo sem paradas no caminho, ele economiza 1 turno. Ufa.

Deslocamentos via bicicleta (e outras “propulsões” não motorizadas mas mecanizadas) têm que seguir o mesmo número; é inviável dividir 1 turno por dois ou 1/3 pra diminuir o tempo de deslocamento a favor da consistência do sistema de jogo. Dar ao jogador bonificações também não ajuda, não entendo que bonificação além de tempo que alguém vá obter escolhendo ir de bike em vez de a pé até algum lugar. Isso ficou por se resolver, e a idéia até agora é fazer “número da tabela a pé -1”: ou seja, distâncias do mapa seriam 0 turnos, 1 turno e 2 turnos no máximo, pra quem pedala.

Um caso especial é o deslocamento dentro d’água, que coloquei como segundo número (em itálico) ali na tabelinha “Distâncias”. O que me deu a idéia foi (de novo) o Zelda: no jogo você pode sair de Zora’s Domain , num extremo do mapa, pra outra ponta no Lake Hylia através de uma passagem aquática que sempre imaginei ser uma coisa de ligação do subsolo, tipo lençol freático. Assim, quem escolhe nadar (entre a casa 2 e um ponto adjacente à casa 5) tem que pagar só um turno no trajeto entre essas duas casas, o que acaba refletindo numa facilidade maior de chegar a qualquer lugar, já que essas duas casas são as que mais se distanciam (sem considerar a subida natural pra casa 4). A tabela pra esse caso continua igual à base (ir a pé) no restante do trajeto.

Simplificado o tempo pode parecer um pouco besta fazer um mapa com tantos pontinhos, tantas especificações de caminhos: por que não colocar um ponto entre caminhos que levam 1 turno, dois pontos entre os que levam 2 turnos e três nos que demoram 3 turnos? Perde a graça. Todo percurso tem um número x de possibilidade de rota: matematicamente n+(n(n-3)/2), sendo n=número de vértices, que são analogamente as casas dos Mestres. O problema é que isso funciona em duas dimensões, o que não condiz nada com as distâncias reais com que o jogador vai ter que lidar (a não ser que o jogo inteiro seja feito em Brasília). Por isso da casa 3 até a 4 são 2 turnos de distância, assim como da 4 à 5 – mas, pelo mapa, 3 e 4 fazem parte de um único complexo (a montanha), enquanto que 5 está mais a leste (e faz parte da cachoeira). No primeiro trajeto são 8 pontos de distância e no segundo, 10 – assim como todos os trajetos pra casa 4 são longos e com muitos pontos de distância (já que simulam uma subida de montanha) – isso vai influenciar em quantos pontos de energia um jogador vai gastar de um lugar a outro.

Semi-resolvidas estão: as tabelas de custo de energia e tempo de deslocamento. Agora sim, ver como é que se saem jogadores modelo metidos nessa malha louca. Ufa.

Trabalhar academicamente é ter crença em alguma coisa e ir buscar nos outros a justificativa pro que se tem como verdade pra si. Eu acho que as pessoas não só aprendem como melhor com estímulos físicos constantes porque funciono assim. Apesar de ser o argumento mais verdadeiro pra se justificar algo a uma banca, não é nada válido. Pra carregar a bandeira por mim existem muitas pessoas – desde educadores físicos até madamezinhas de academia. Na filosofia se encontra de tudo e fica parecendo menos propaganda governamental pra que as pessoas façam ginástica laboral, mas quanto tempo demora mesmo pra pular de pedra em pedra, de cabeça de filósofo em cabeça de filósofo, para chegar a conclusões últimas?

Servem melhor os cientistas que acreditam em alguma coisa; eles tendem a fechar o círculo nesse ponto em que a ciência coincide com alguns costumes de avó, justo quando quebram, torcem e esticam teorias pra que elas alcancem seus assuntos preferidos:

Desde a adolescência, li muitos textos filosóficos, e ainda lembro do feitiço que “A Evolução Criativa” jogou em mim. Mais especificamente, senti que alguma mensagem essencial estava amalgamada, ainda a ser explicitada, na frase de Bergson:

“O mais profundamente estudamos a natureza do tempo, melhor entendemos que duração significa invenção, criação de formas, contínua elaboração do absolutamente novo.”

Coinciências felizes fizeram minha escolha para os estudos universitários. Na verdade, elas me levaram para uma direção quase oposta, para a química e física.

(…)

Pode ser que a orientação para meu trabalho surgiu do conflito que surgiu da minha vocação humanista como adolescente e da orientação científica que escolhi para meu treinamento universitário. Quase por instinto, me voltei depois para problemas de complexidade crescente, talvez acreditando que pudesse encontrar lá uma junção na física de um lado, e em biologia e ciências humanas em outro.

—Iliya Prigogine, no site do prêmio Nobel

Sorte também é ver que o povo se junta naturalmente. Encontrando Bergson encontra-se Iliya; pensa-se em entropia, em sistemas emergentes, do caos à ordem está o Steven Johnson, que fica aí falando de redes neurais enquanto Andy Clark fala de como criar melhor inteligência com o corpo e o ambiente, do corpo filosofa o Michel Serres, que também se pergunta onde é que estamos nós no corpo (alma no dedo, alma na ponta do nariz), António Damasio diz que pode ser também um pouco nas amídalas.

Ê, turminha!

***

Since my adolescence, I have read many philosophical texts, and I still remember the spell “L’évolution créatrice” cast on me. More specifically, I felt that some essential message was embedded, still to be made explicit, in Bergson’s remark:

“The more deeply we study the nature of time, the better we understand that duration means invention, creation of forms, continuous elaboration of the absolutely new.”

Fortunate coincidences made the choice for my studies at the university. Indeed, they led me to an almost opposite direction, towards chemistry and physics.

Maybe the orientation of my work came from the conflict which arose from my humanist vocation as an adolescent and from the scientific orientation I chose for my university training. Almost by instinct, I turned myself later towards problems of increasing complexity, perhaps in the belief that I could find there a junction in physical science on one hand, and in biology and human science on the other.

—Ilya Prigogine, Nobel

Como o playtest2 caminha solitário – jogo vááárias vezes os 36 turnos para notar o que pode ser feito durante esse tempo, imaginando os melhores casos (o jogador nunca empaca em lugar nenhum) e piores casos (jogador sempre empaca), jogando visando maestria (muitos turnos em um Mestre) ou como “nômade” (máx de 3 turnos por Mestre) – justo porque não desenhei nada ainda e é muito chato pra outros jogadores tomarem decisões que durarão 3 dias baseadas na minhas descrições toscas do que pode acontecer, estou trabalhando nos mapas.


old map

old map

Ano passado eu e o pessoal do laboratório fizemos um site baseado em mapa pirata. Foi legal, e ainda tenho grande parte do material de pesquisa – mapas topográficos, mapas de jogos, mapas oceânicos, mapas de literatura de ficção. O melhor da pasta, acho, foi este mapa de Hyrule (de Zelda: Ocarina of Time).


Não só por conta do estilo, mas porque tem exatamente o nível de detalhamento que eu gostaria de ver num mapa de Kino: você sabe onde é alto ou baixo, o que esperar do clima de cada lugar, das pessoas – e existem áreas bem definidas para chefes entre as mais comuns, onde estão os mini-games.

Minha intenção é fazer um que misture esse tipo de fantasia com alguma coincidência topográfica real: se algum Mestre de nado vai levar o jogador para uma piscina na área mais alta da cidade, eu não o colocaria (no mapa) numa praia escondida, mas talvez numa piscina natural formada por uma cachoeira entre montanhas.

Fui buscar referências topográficas de Baurutown, é claro que não encontrei nada de graça na internet. Pros EUA tem de tudo, dá até pra fazer trilhas de bike sem ter nunca visitado o lugar. Encontrei símbolos aqui, e dá pra comprar mapas (até do Brasil) aqui; tem este serviço da National Geographic que poderia ser estendido pra cá também e este site do governo sobre geografia, com alguns mapas. Estou tentando fazer o mapa lembrando onde na cidade é mais alto ou baixo, com alguma ajuda do Google Earth.


french geology maps (click)

french geology maps (click)

:Sobre mapas de jogos, este post da Bibliodyssey vale a pena.

***

As playtest2 is a kind of solitary work – I’m playing and replaying the 36 turns to make an account of what can be done in this period of time, imagining the best cases (player won’t get stuck in the way) and worst cases (player gets stuck every time when trying to go through the map), playing for mastery (many turns in one master) or as a free runner (staying with masters for a max. of 3 turns) – because I still haven’t drawn anything and it’s a bore for other players make decisions that will last 3days based on my lousy description of what MIGHT happen, I’m making maps.

Last year me and a couple of guys were making a website based on a pirate map. It was fun, and I still have some research material. There were topographical maps, game maps, old sea maps, fantasy literature maps. The best of the folder, I think, was this Hyrule map (from Zelda: Ocarina of Time).

Not only because of the artwork, but because it has the amount of detail I’d want in a Kino map: you would know where the high areas are, what you can expect from each of them – and there are very definite places for bosses among the more common ones, where the mini-games are.

My intention is to make one that mixed this kind of fantasy with some level of topographical reality: if one swimming Master must take a player to a city pool that is on the hihest area of this city, I wouldn’t make a fantasy map with this Master house as a intimate sea, but rather a stream pool amongst the mountains.

Iwent to find these topographical information about my town. There is none on the internet – at least for free, none –, but for the U.S. (as expected) I could trace a bike path without ever seeing those places. One can fine symbols in HERE, and buy maps (even for Brasil) HERE; there’s THIS National Geographic service that I really wished to be broader and THIS government geology site with some maps. I’m trying to do things by remembering where I went up or downhill, with a little help from GoogleEarth.

On puzzle and game maps, THIS Bibliodyssey post is a must read.

Last year me and a couple of guys were making a website based on a pirate map. It was fun, and I still have some research material. There were topographical maps, game maps, old sea maps, fantasy literature maps. The best of the folder, I think, was this Hyrule map (from Zelda: Ocarina of Time).

Estão “atravancando” tudo. Artigos submetidos no primeiro semestre começam a voltar, sugem concursos lindíssimos com prazos razoáveis. De bandeja, assim, só pra estudantes – por isso bate o desespero de ser também o último semestre em que dá pra participar de tudo na categoria berçário mamadeira com açúcar. Só na Unesp acontecem Lecotec e Ciped (com chamadas de trabalho já fechadas), mas ainda dá pra correr – sortudos com orientador online e resuminho do TCC pronto hoje, dá pra entrar no XXI Congresso de Iniciação Científica da Unesp, que acontece em Rio Preto, a partir de 03 de novembro.

No cronograma, pra um trabalhão futuro: contar -1 mês de arte-final/impressão e -1 mês de trabalhinhos acadêmicos paralelos.


(On paralel projects: writing about Kino, participating in academic events. A note to be kind to yourself and squeeze a month of paperwork when doing a job worth the pains of multiple submissions.)

(disponível em pdf aqui, no portal do Ministério da Educação)

O primeiro rascunho do relatório final já está correndo. Magrinho e lerdo, mas está, e já na revisada inaugural apresentou o gravíssimo problema do achômetro. Diz a ciência, gravíssimo.

Assistindo o Sir Robinson vou fazendo vários “sims” com a cabeça. Sim, eu vivo em um dos 100% dos sistemas educacionais do mundo que “mutilam” uma pessoa aos pouquinhos – posso lembrar das salas com 15 alunos e do parquinho com jaboticabeiras e marimbondos e um poço de lama escondido, depois disso a educação física era mais uma matéria (da qual todo mundo fugia com atestado médico), tudo parecia cada vez mais “pavimentado” (e eu nunca tive instrução musical nenhuma). Pues. No relatório isso saiu com a certeza (certa) de que acontece com todos. Todos fora Waldorf, mas aí vai um capítulo. Não pode, precisa ter base, citação, alguém que tenha escrito e alguém que tenha publicado dizendo que isso tudo é verdade.

Então vamos à Lei 9.394/96:

Art. 32º. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

V – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Art. 36º. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes:

I – destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;

II – adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes;

III – será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição.

§ 1º. Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre:

I – domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna;

II – conhecimento das formas contemporâneas de linguagem;

III – domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania.

Ainda que existam alguns pontos mais interessantes (pra esse tcc), são vagos:

Art. 26º. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

§ 2º. O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.

§ 3º. A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos.

Deve ser porque o espaço pra especificidade foi tomado pelo ensino religioso (ou em nome dos cofres públicos):

Art. 33º. O ensino religioso, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, sendo oferecido, sem ônus para os cofres públicos, de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos ou por seus responsáveis, em caráter:

I – confessional, de acordo com a opção religiosa do aluno ou do seu responsável, ministrado por professores ou orientadores religiosos preparados e credenciados pelas respectivas igrejas ou entidades religiosas; ou

II – interconfessional, resultante de acordo entre as diversas entidades religiosas, que se responsabilizarão pela elaboração do respectivo programa.

Hm. Nada que não possa ser feito 90% sentado numa carteira quadrada a 80cm do próximo aluno. Nenhum incentivo particular na vivência de conteúdos “plásticos”. Nenhuma declaração especial do que pode ser entendido como educação física (minha escola entendia por futebol, handebol, vôlei e basquete).

Eu tinha um ponto, agora tenho uma base!

(This post has to do with brazilian laws concerning education. Just to check if this was the wonderful land of play, fun and learning that I missed going to a regular school. It’s not (yet). After this, I’d suggest anyone to go through these laws on their country – it’s illuminating.)

We think in abstract terms, we think in movement.

Já com tradução, direto do TED Talks! : )

(Vai acontecer no Brasil – TEDxSão Paulo – também, é só tomar um tempo pra se inscrever)

Acho que é este o livro que ele cita, com a história da coreógrafa Gillian Lynne.